Bem-vindo, hoje é 08 de setembro de 2010
| 08:10
Tecnologia

Será a democratização dos livros?

A nova tecnologia ainda é cara e acessível para poucos, mas a chegada dos livros digitais ao Brasil é um grande passo para tornar a leitura um hábito dos brasileiros


Os livros digitais já fazem parte da realidade no Brasil e no mundo


Da estante para a internet. Quem um dia imaginou que até eles, os livros, seriam digitalizados. Mas foi inevitável. A revolução digital de livros já chegou ao Brasil, mais rápido do que o esperado. É claro que, como toda nova tecnologia, há um certo receio e desconfiança. Será que vai pegar? Ler um livro em um leitor eletrônico e ainda ter acesso a diversos títulos com um simples toque? As perguntas ainda são muitas e as respostas, só o tempo irá dizer. O que se sabe é que a mudança veio para ficar. Portanto, só nos resta nos adaptarmos a ela. 

Ler um livro em uma tela de computador é desagradável e chato. Por isso, foram desenvolvidos os leitores de livros digitais. Até o momento, o leitor mais bem-sucedido é o Kindle, vendido no Brasil pela Amazon. A partir deste dispositivo, o usuário pode comprar diretamente seus livros eletrônicos na Amazon.com, através de conexão sem fio. A ideia é boa, mas o preço do produto ainda é caro, cerca de R$ 1.000. Ler através do aparelho não é tão agradável assim, mas acostuma. 

As empresas brasileiras já começam a se adaptar às mudanças provocadas por esta revolução digital de livros. Neste mês, começa a funcionar a Gato Sabido, a primeira e-bookstore brasileira a oferecer o seu próprio leitor eletrônico de livros. A Ediouro, a primeira editora nacional a aderir a essa nova plataforma tecnológica, promete, a partir de janeiro, passar a lançar todos os seus títulos nos formatos papel e digital. Em março, a livraria Saraiva deve pôr no ar um ambicioso sistema de download de títulos, um tipo de iTunes dos livros. 

Ainda é cedo para saber se os livros digitais irão revolucionar a leitura no Brasil, mas uma coisa é certa: ler enriquece a cultura de um país e de seus habitantes e qualquer iniciativa que seja criada para incentivar essa prática será sempre bem-vinda.


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